
Mitologia

O Panteão egípcio é o conjunto de deuses e deusas adorados no Antigo Egito. Com efeito, a mitologia egípcia encontra-se dividida em dois grandes grupos de mitos relacionados entre si, por causa das diferenças dos vários deuses. Logo, tem-se um grupo correspondente ao Mito Menfita e ao de Mito Tebano. Relativamente ao Mito Heliopolitano, tem-se: a Enéade, a família das nove divindades principais do Egito Antigo, que é constituída pelo ciclo solar de Rá, e pelo ciclo de Osíris.

Rá (Aton, Ré, Kepri, Amom-Rá): pai dos Deuses, foi o criador do mundo a partir do Num. Foi a mais poderosa divindade e foi assumiu o papel de Deus Sol, onde ele tinha suas formas: Kepri (o sol nascente, na forma da bola de excrementos que o escaravelho rola pelas dunas ao alvorecer), Rá (o sol em seu auge e esplendor, como um homem com cabeça de falcão) e Aton (o sol velho que surge durante a tarde). Posteriormente, uniu-se a Amon e formou Amon-Rá.

Deus dos céus e do ar, trazia o sol ao mundo a cada manhã, alem de sacrificar os espíritos maus no outro mundo.

Deusa do orvalho e da humidade, casada com Chu, cujo era seu gémeo. A deusa afastava as secas.

Deus da terra. Representava a fertilidade.

Deusa da abobada celeste.

Deus do outro mundo, trouxe as plantas e as estações do ano para a terra.

Deusa da magia.

Deus da Monarquia.

Deus associado ao caos e maldade.
A religião egípcia tinha uma grande influência na sociedade, consequentemente, os rituais e as cerimónias assumiram um papel importante, uma vez que eram praticados por todos egípcios. Este povo era politeísta, isto é, acreditavam em vários deuses e, segundo os egípcios, a estrutura dos deuses era metade humana e metade animal sagrado ou podiam assumir outras formas. Com o objetivo de agradar os deuses, os egípcios davam oferendas e faziam rituais, assim, teriam a sua ajuda.
Também foram construídos templos em homenagens aos Deuses, sendo que cada cidade tinha o seu próprio deus. Os egípcios acreditavam, também, na vida após morte, sendo que realizavam culto aos mortos, tratando-se de uma passagem para a vida eterna. Neste processo, embalsamavam os corpos com a finalidade de os preservar e impedir a decomposição, mais tarde, eram fechados em sarcófagos e passavam para os túmulos. Lá encontrava-se vestuário, objetos pessoais, alimentos, entre outros, para a viagem do morto.
Segundo a crença, o coração do morto era pesado de acordo com as ações que teria realizado em vida, no Tribunal de Osíris e, os que fossem “bons” iam para o paraíso, já os “maus” teriam o coração devorado por Ammut.
Assim, conclui-se que a religião egípcia é caracterizada por crenças e mitos.